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Publicado em Cooperativismo , dia 27 de março de 2014

Cooperativismo: caminho para uma sociedade mais justa e fraterna

Por: Cooperforte

 

Ações colaborativas. Esta é uma das expressões que mais se ouve no mundo de hoje. Além de palavras, é também uma prática que está se tornando cada vez mais comum em todas as atividades e setores – da economia à cidadania.

A colaboração é um importante fundamento do Cooperativismo – movimento institucionalizado na Inglaterra em 1844, quando 28 tecelões, pensando em uma sociedade mais igualitária, justa e fraterna, criaram a cooperativa que ficou conhecida como Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale.

Daquela época até os dias atuais, o Cooperativismo só cresceu e se expandiu geograficamente. Deste modo, tornou–se um importante movimento internacional que contribui de vários modos para o amplo desenvolvimento das nações.

Quer saber mais sobre este assunto? Então clique aqui e conheça um pouco mais sobre o Cooperativismo moderno e os princípios que o norteiam.

  • Cooperativismo

Publicado em Cooperativismo , dia 5 de fevereiro de 2014

Vivemos em um tempo cooperativista? Sem dúvida nenhuma!

Por: Cooperforte

Projetos colaborativos, economia colaborativa, consumo colaborativo, jornalismo colaborativo. Você já percebeu que, por mais competitivo e individualista que pareça, o mundo moderno, a cada dia, mais valoriza e abre espaços para ações que, desenvolvidas em grupo, visam o bem-estar da coletividade? Isto mesmo. Mas o que é a coletividade senão “uma comunidade social formada por pessoas que têm interesses comuns”?

A resposta para essa pergunta explica porque o Cooperativismo cresce tanto e possui tamanha importância em todos os continentes. E isto não é sem motivo. O movimento cooperativista surgiu na Inglaterra, quando 33 tecelões formaram a Cooperativa dos Probos Pioneiros de Rochdale. Eles encontraram, nos ideais de solidariedade e ajuda mútua, a inspiração necessária para viabilizar soluções coletivas que facilitassem a vida de cada um dos participantes.

Ainda hoje seguindo os mesmos ideais firmados em 1844, desde aquele tempo o Cooperativismo acompanha as mudanças da sociedade. Tornou-se, deste modo, desde sua origem, um movimento contemporâneo, que contribui ativamente para o desenvolvimento econômico e social dos povos, especialmente para o bem-estar dos cooperados.

E em nossos dias tem orientado, inclusive, ações colaborativas e projetos de produção e realização coletivas.

  • Cooperativismo

Publicado em Cooperativismo , dia 24 de janeiro de 2014

Doação de sangue: até que ponto o brasileiro é solidário?

Por: Cooperforte

O brasileiro tem orgulho de declarar-se um povo solidário, mas quando a solidariedade em questão refere-se a doação voluntária de sangue, a realidade mostra o contrário. O percentual de doadores em nosso país é pouco mais da metade da marca recomendada pela Organização Mundial da Saúde e, nos períodos de inverno e férias, cai mais ainda. Segundo o Ministério da Saúde, 70% dos doadores são do sexo masculino e 50% do total geral têm idade entre 18 e 29 anos.

Por mais que possa parecer incompatível com o volume de informações veiculadas a todo instante, muitas pessoas resistem a doar sangue acreditando em mitos, como por exemplo:

‣ Quem doa sangue uma vez tem que fazer por toda a vida

‣ A doação engrossa o sangue e entope as veias

‣ A doação afina o sangue e provoca anemia

‣ Doar sangue engorda

‣ Doar sangue emagrece

‣ Doar sangue vicia

‣ Mulher menstruada não pode doar sangue

‣ Doar sangue expõe à contaminação

 

Hematologistas confirmam que estes mitos não têm qualquer fundamento, pois o plasma se recompõe em 24 horas e os glóbulos brancos se reproduzem em quatro semanas. Homens recompõem o nível de ferro em até 60 dias e mulheres em até 90 dias. Na doação são observadas todas as recomendações de higiene para que nem o voluntário, nem o receptor e nem a equipe corram risco de contaminação.

Para fazer uma doação de sangue é necessário ter idade entre 18 e 65 anos, pesar no mínimo 50kg, apresentar documento com foto, estar descansado e alimentado, além de apresentar boas condições de saúde e atender ao que dispõe o quadro que encerra matéria no site http://bit.ly/1dUWoZh

  • Cooperativismo

Publicado em Cooperativismo , dia 3 de janeiro de 2014

Calendário de gentilezas em 2014

Por: Cooperforte

“Gentileza gera gentileza”, pregava José Datrino, conhecido como Profeta Gentileza. E para iniciar este círculo virtuoso de bondade, a lista a seguir sugere a prática da gentileza nos próximos 12 meses. Confira:

Em janeiro

Respire fundo: comece fazendo uma grande gentileza para o próprio corpo. Exercícios de respiração ajudam a começar o dia, e também aliviam nos momentos de estresse.

Em fevereiro

Surpreenda as pessoas do seu convívio, oferecendo a outros o que você gosta de receber. Gestos simples servem à gentileza: um abraço, disponibilidade para ouvir e polimento – bom, obrigado, por favor.

Em março

Elogie sempre. Isto estimula as boas atitudes e faz o bem.

Em abril

Reconheça os favores que os outros lhe fazem. Agradecer a cortesia é praticar a gentileza.

Em maio

Cuide do verde. Seja no seu jardim, nas flores da casa ou no parque do bairro, ser gentil com o verde contribui para o cuidado do planeta. Um bom começo é reciclar o lixo e ter a consciência de que não se deve descartar sujeira nas ruas.

Em junho

Aceite a diferença. Todos são diferentes, o que pode ser visto como uma grande virtude social.

Em julho

Sorria. É o melhor jeito de ser gentil, sem precisar de palavras.

Em agosto

Evite julgar os outros, e nem a si mesmo. Aguarde antes de fazer ponderações equivocadas. Seja tolerante.

Em setembro

Valorize a família e os amigos. Nada é melhor do que estimar as pessoas que gostam de você, num círculo de carinho e amizade.

Em outubro

Conte as experiências e as histórias vividas por você. É uma ótima maneira de compartilhar conhecimento. Ainda mais se os ouvintes forem seus filhos ou netos.

Em novembro

Empreste ou doe livros, discos e filmes que você gosta. A cultura deve ser partilhada.

Em dezembro

Distribua presentes. E lembre-se que o verdadeiro valor não está no objeto, mas na gentileza de presentear. Muitas vezes um cartão ou mensagem de fim de ano é o presente mais valioso e surpreendente.

A prática da gentileza certamente lhe trará bons sentimentos. E o retorno em felicidade e bem-estar é garantido.

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Publicado em Cooperativismo , dia 23 de dezembro de 2013

Pode ser Natal 365 dias por ano

Por: Cooperforte

Dizem que os poetas e os artistas, visionários que são, anteveem o que somente é impossível porque ninguém acredita e faz. Assim, anunciam o mundo dos sonhos, o universo do que é sublime, o caminho que a alma deseja.

O poeta Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, há quarenta anos sugeriu que a humanidade aproveite o espírito de Natal para reestruturar o ano civil e, desta forma, revolucionar o modo como os homens se relacionam entre si e com o mundo.

No texto Organiza o Natal, Drummond propõe que seja Natal o ano inteiro, para que as pessoas se amem e desejem felicidades continuamente, de continente a continente. Para que o homem e a natureza – os rios, os montes, os mares, as plantas, os animais – fraternalmente sejam uma coisa só, sem dominantes nem dominados. Para que o trabalho deixe

de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.”

Como votos de Feliz Natal, o Blog Cooperforte oferece a você este presente:

Organiza o Natal*

Carlos Drummond de Andrade

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

 

* Publicado no livro Cadeira de Balanço, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, página 52.

  • Cooperativismo

Publicado em Cooperativismo , dia 17 de dezembro de 2013

Natal: a solidariedade faz a força e melhora o mundo!

Por: Cooperforte

É comum, nesta época do ano, as pessoas ficarem mais sensibilizadas para as causas sociais. A emoção que antecede o Natal abre frestas na rotina, permitindo ver situações que costumam ser embaçadas pela objetividade e racionalidade do dia a dia. Muitas destas situações, inclusive, despertam sentimentos solidários mobilizadores. Pena que quando o Natal passa e a vida volta ao normal, aos poucos esta realidade incômoda vai sendo novamente absorvida pelo dia a dia.

Mas muita gente não deixa que a emoção se esgote em si mesma e a aproveita como motivo para ações que fazem a grande diferença na vida de muitas pessoas. Individualmente ou em grupo, é possível adotar pequenas atitudes que são mais importantes do que se imagina. A simples “limpeza” no guarda-roupa, nos  brinquedos das crianças e em tudo de nossa casa que não tem mais uso, entregando-os a  creches, asilos, albergues, igrejas e outras entidades de finalidade social, pode proporcionar a outras pessoas a alegria que a gente não imagina. Se a “faxina” for coletiva, feita também por familiares, vizinhos, colegas de trabalho, então…

Apesar de não ser esta a intenção, a solidariedade traz satisfação e bem-estar ao solidário. Muitas vezes aproxima pessoas, estreita laços, promove união, integração, interação e até diversão. Um bom exemplo disto nos dá a menina Júlia Fernandes Rodrigues Macedo.

Sensibilizada por uma carta que sua família recebeu como agradecimento de doação feita a uma creche, Júlia interessou-se pelos problemas daquelas crianças e se dispôs a encontrar uma forma de ajudá-las. Isto, em princípio, não seria nada fácil, pois ela tem apenas nove anos, mas encontrou a forma, ao descobrir uma empresa que trocava 80 garrafas pet de 2 litros cheias de lacres de alumínio por uma cadeira de rodas.

Sabendo disso, o esforço agora era conseguir os lacres, o que seria impossível sem a colaboração de outras pessoas. Como a causa era nobre, Júlia mobilizou a família, vizinhos, colegas da escola, professores, colegas de trabalho dos pais, comerciantes das ruas próximas e, deste modo, conseguiu concretizar seu objetivo.

No período da coleta, a menina conheceu pessoas, construiu amizades e deu um grande exemplo: os primeiros e mais importantes passos para praticar solidariedade são compromisso com a causa, definição de uma estratégia – por mais simples que seja – e, quase sempre, o envolvimento de outras pessoas. Não é sem motivos que dizem “a união faz a força” e a força da união muda o mundo!

 

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/10/26/interna_gerais,463952/menina-troca-garrafas-pet-com-lacres-de-latinha-por-cadeira-de-roda.shtml

  • Cooperativismo

Publicado em Cooperativismo , dia 20 de novembro de 2013

Consciência negra, igualdade & Cooperativismo

Por: Cooperforte

Dia 20 de novembro marca uma data especial no calendário comemorativo brasileiro. É o Dia da Consciência Negra – uma data que homenageia o herói Zumbi dos Palmares, sacrificado há 318 anos. A história de Zumbi é célebre: ele foi líder de um grande movimento dos homens negros escravizados que lutavam por uma condição livre e humana nas terras brasileiras, nos idos de 1690.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia da Consciência Negra tem vários propósitos, que podem ser sintetizados em apenas dois. O primeiro é incentivar os afrodescendentes brasileiros a tomarem consciência de seu valor e aumentarem a autoestima – atitudes muito importantes para o posicionamento e reconhecimento como cidadãos. O segundo é colocar em pauta, para toda a sociedade, a reflexão sobre a importância da igualdade humana e o que isto significa em termos de justiça e evolução social. Inegavelmente, racismo é atraso, desinformação e ignorância.

A igualdade é tão importante para o Cooperativismo que está presente, com grande destaque, no primeiro princípio cooperativista, que proclama:

As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminações de sexo, sociais, raciais, políticas e religiosas.

Deste modo, o dia 20 de novembro tem significado especial para o movimento cooperativista e a Cooperforte não só saúda o Dia da Consciência Negra, mas também colabora, por meio desta mensagem, para que a igualdade esteja cada vez mais presente no dia a dia de nosso país. Que se torne realidade absoluta e se incorpore, para sempre, no espírito e nas atitudes de nosso povo.

Na visão desta mensagem, veja este vídeo: